Lado Oposto
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ENTREVISTA LADO OPOSTO #FESTA DA FIRMA

Entrando pela porta escondida. De um lado, a placa indicando o consultório do dentista, do outro, rap rolando, gente rindo e bebendo num clima de festa. Assim começa a Festa da Firma, evento da Zona Leste de São Paulo que aconteceu no último dia de março. Depois de 3 horas no transporte público, pegamos a Itaipava e começamos a conversa.

Legenda: E: Evandro; A: André. V: Vitor e F: Felipe.

E: Tamo começando a entrevista com a Lado Oposto, tô com o Vitor (vocal e guitarra) e o André (baixo). Pra me ajudar aqui na entrevista está o Felipe (Fynez). E aí, o que é a Lado Oposto?

A: (É que a gente toca lá no posto) (risos).

V: Então a Lado Oposto começou no ano de 2014, comigo sozinho. No caso eu era um artista solo da Zona Leste e juntei três pessoas pra formar uma banda. Desde 2015 a gente tem o EP “A Chave da Mudança”, que é um EP acústico. Depois disso a gente teve um hiato, mais ou menos, de lançamentos, quando começamos a lançar singles de 2017 pra cá. Lado Oposto é uma banda de hardcore melódico da Zona Leste de São Paulo.

E: Quais as bandas que vocês se influenciam para compor as músicas?

V: Hoje em dia, pras nossas novas composições… como eu compus a maioria delas, elas são inspiradas mais em menores atos, e falando influência de bandas mesmo: Ponto Nulo no Céu, Black Days, todas essas bandas que estão subindo no cenário a gente tá conseguindo se basear bem.

E: Daora mano. Fora o EP que você falou, quais outros lançamentos que vocês tem?

V: Nós temos três singles. Lançada em junho de 2017 chamada “A PxAxZ Mudou”, que era pra marcar a nova era da banda, que saía do acústico. Aí a gente tem a “Conselhos”, que é no intermédio disso, onde a gente tenta dar conselhos para outras pessoas e agora a mais recém lançada é a “Leve”, lançada pra download, que fala um pouco mais de liberdade, de expressão.

 

E: Você acabou de falar que a música Leve fala de liberdade e tal, qual a mensagem que a Lado Oposto quer mandar pras pessoas, na música.

V: A mensagem da Lado Oposto é bem simples, talvez no próximo EP, a gente mude isso para uma coisa diferente. Hoje a mensagem da Lado Oposto é para as pessoas seguirem seus sonhos de uma forma… sem pensar muito no futuro, tá ligado. Você ta seguindo seu sonho agora mano, aproveita ele o máximo que você pode. Eu acho que é essa a mensagem que a Lado Oposto passa.

F: Qual a experiência que você acha mais relevante, que influenciou bastante nos shows? Uma experiência grande que vocês tiveram que foi legal.

V: Então, por ter passado por muitas formações a banda, eu não consigo citar uma coisa que tenha sido tipo, determinante, pra gente ter um pensamento desse. Ele é muito mais individual quanto eu falo que eu fiquei em todas as formações e compus todas as músicas, então é bem individual mesmo, por enquanto! No próximo EP a gente tem o apoio do André que entrou nessa nova formação, tem a Tamy, tem o Felipe também que vai ajudar dentro de todas essas possíveis composições, a gente pode firmar uma coisa mais conjunta… mas uma coisa simples que a gente pode falar, é uma coisa de experiência minha, que é de divulgação, essas coisas… eu bati muita a cabeça no EP “A Chave da Mudança”, porque eu achava que divulgação era só jogar o EP e lançar e acabou, só que eu percebi que de 2015 pra cá, que não é bem assim. Mano você tem que trabalhar dia e noite, trabalhar como se fosse um trabalho CLT tá ligado, onde você posta todo dia alguma coisa na sua página, onde você tem que criar uma relevância dentro da internet, que você tem que passar pras pessoas, se você quer passar sua mensagem, a sua relevância dentro da internet depende muito.

A: Alimente seu sonho.

V: Exatamente.

F: Teve algum show que foi muito legal pra Lado Oposto?

V: O primeiro que a gente abriu pra Fresno, foi o primeiro show da banda com uma formação de pessoas que queriam fazer música mesmo e a gente conseguiu abrir O Rancho com pelo menos 150 pessoas assistindo a gente, então foi muito maneiro essa experiência mesmo, acho que foi a que mais abriu o peito, coração, alma assim, foi daora.

F: E a formação atual?

V: A gente pode falar de muitas formações: passou o Raul, que é o Malax, o Matheus que é o Grilo, que vai tocar agora no Festa da Firma 2 (inclusive estamos gravando a entrevista aqui no Festa da Firma) que participou como baixista. Mano, muitas formações, mas hoje eu consigo imaginar a minha banda como uma banda de verdade, que realmente tem os seus conceitos, seus princípios, e quer passar isso pra frente sabe. O André me ajudou muito com isso. Até se ele quiser falar um pouco referente a isso.

E: Fala aí um pouco André.

A: Lado Oposto eu te amo.

(risos).

F: E o que seria hoje mais fixo?

V: Hoje fixo é o Vitor e André, pra batera a gente ta contando com o Felipe e a Tamires, que também são Lado Oposto claro, e não vão deixar de ser.

 

E: Fala um pouco do que a Lado Oposto faz pra ajudar a cena, no todo da cena.

V: Primeiramente é bom ter sempre letras bem ácidas, citando assuntos como a vida na periferia, pregação de paz tá ligado, assuntos bem importantes tá ligado. Respeitar a si mesmo e aos outros, a gente gosta dessa pegada de letras ácidas e pegada que seja diferente de outras bandas. Sobre a cena underground, sempre importante tá ouvindo tudo que tá no meio, apoiando ouvindo, escutando e divulgando. É gratificante um dia você tá ajudando uma banda e um dia sua banda que ta sendo ajudada, uma troca de cultura. Que essa é a meta principal, a gente basicamente quer passar cultura pras pessoas, expandir pensamentos e quebrar barreiras.

F: Isso que você falou de ajudar as bandas é uma coisa daora, que a Lado Oposto sempre ta somando.

A: Sim cara, a gente ta sempre somando. Hoje a gente se influência bastante com Ponto Nulo no Céu, Black Days, Bullet Bane. No futuro outras bandas vão estar se influenciando na Lado Oposto.

E: E o evento que vocês estão fazendo hoje, como você acha que ele ajuda o underground?

A: Cara o evento aqui hoje tem uma mistura. A primeira apresentação é do Grilo, que é um MPB com lances psicodélicos. Depois tem apresentações de RAP que sempre tem letras bem ácidas, só porrada na sua cara, fora o beat que soma na pegada. Depois vai ter Shark Attack, que é o mesmo conceito mas uma pegada HC bem raíz, bem californiano. Depois entra a gente que soma tudo que teve, a música “Leve” tem um ex-membro da Lado Oposto que é o Gustavo, ele entra rimando em cima do nosso rock. Ou seja, unificar as tribos. Eu escuto rap, mas tem muita gente que escuta outras coisas. Também por isso a gente tem 433 e Alcatéia, que são o pessoal do rap.

F: Fala um pouco da experiência que vocês tiveram com a votação, que vão tocar com Ponto Nulo.

V: Votação é muito angustiante cara, porque, assim, a gente tava com 400 votos e o MDI, que é uma banda que ta começando mas só que teve a gana e teve a garra de ir fazer a votação. É muito angustiante quando você ta com 400 votos e a outra banda com 200 você acha que tá seguro, aí entra a última semana e entra voto que você não sabe da onde vem e tem que fazer muito merchan pra conseguir voto. É angustiante mas também é muito gratificante poder conseguir ganhar uma parada dessa, porque meu, tocar com bandas, não que eles são acima da gente, mas que tem uma parada a mais, tem um bagulho mais centrado assim, é uma coisa bem digna sabe. Acho que qualquer banda se sente digna de subir num palco e tocar com essas bandas.

LADO OPOSTO GANHOU A VOTAÇÃO E VAI TOCAR NO SP MOSH FESTIVAL V

E: Quais são os próximos shows que vocês vão ter daqui pra frente?

V: A gente vai ter duas datas em Abril: SP Mosh Festival, que vai ter Ponto Nulo No Céu, Symhstenn, AMMIT – BR, todas essas bandas maneiras, I, The Creator (que ajudou bastante a gente na votação), NLM Alegórica. Vai ter também um show com a Cefa no dia 24 no Sunset Festival, que vai ter Atlante também, os moleques são daora, o Yago, o Yago é muito foda cara, sempre presta uma assistência maneira. Atlante é maneiro, recomendo! A gente também vai ter a madrugada acústica que vai ser no final de maio na Roosevelt. Aí a gente fecha a agenda desses três rolês.

E: E quando sai o novo EP?

V: Hahahaha eu não gosto de dar data, todo mundo que dá data sempre caga na data. Mas a gente começa as gravações em agosto, pra lançar sabe-se deus quando, mas a gente vai lançar.

E: E o clipe?

V: A gente tem um clipe novo que é da “Conselhos”, fora “Leve” que tá disponível pra download no site ladoposto.com.br/leve.

E: Vocês querem dizer mais alguma coisa?

V: Então, segue a gente nas plataformas. Estamos no Spotify, Deezer, iTunes. As redes sociais está unificado, só procurar ladoopostoband. E é isso aí, não acredita nessas outras lado oposto que aparecem não.

 

E: Tamo encerrando por aqui a entrevista. Valeu!

É isso galera! Espero que vocês curtam a entrevista!! Deixem o comentário de vocês, compartilhem, curtam!

Evandro é baixista da Fynez – colunista do site

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