FAIXA A FAIXA COM: BLASTFEMME

1. I Don’t Love You Baby (Dani Vallejo / Blastfemme)

Típico relacionamento em que o amor de um já não está mais. Mas o ego e o comodismo não deixam acabar. Aí uma pessoa segue enganando a outra, nutrindo o amor de um no ego da outra. A música é um clássico rock de quatro notas à la Beatles/ The Wonders que não desgruda da cabeça.

2. Não Seja (Vladya Mendes / Blastfemme)

É um tapa de luva na cara dessas pessoas que diminuem a luta feminista. Tem gente que ainda não entendeu que o lance é somar e não subtrair. Ela é uma das nossas músicas que tem a veia disco mais latente, dançante, a guitarra super suingada e o baixo marcado junto da bateria disco encaixam muito bem no sarcasmo da letra e na melodia vocal.

3. Obrigada Pela Parte Que Me Tocas (Jhou Rocha / Juliana Fernandes / Blastfemme)

Uma música simples e potente que brinca com a métrica das palavras ditando o ritmo pulsante. Quase um mantra… do Kama Sutra (risos gerais).

4. Devora-me (Igor de Assis / Blastfemme)

É sobre a urgência dos desejos da carne. A guitarra distorcida marca com o estilo protopunk acalorando a canção somada à força do baixo e da bateria.

5. Punk Violento (Igor de Assis / Blastfemme)

Desperdício de tempo ao lado de uma pessoa que nunca mereceu e a sensação de liberdade de poder fazer o que quiser sem a intromissão de ninguém. A introdução puxada pela guitarra anuncia um instrumental altamente energético.


6. Ela Não Quer (Igor de Assis / Blastfemme)

Um término, situação onde uma das partes não se encaixa e tudo fica entediante, cansativo e a parte que saiu perdendo terá apenas que aceitar essa condição. A bateria faz a música decolar com um drum in bass encaixada em uma sonoridade punk.

7. Vá Logo (Dani Vallejo / Blastfemme)

Fala de uma pessoa que está inerte na vida, sem se mover e ela precisa agir não só por necessidade própria, mas por medo do olho alheio também, mas não consegue. A música é um soco no estômago do começo ao fim, guitarra dá a introdução, vem a bateria e baixo somados ao vocal tentando tirar a pessoa dessa inércia através do punk rock, no meio o instrumental diminui a densidade, a voz baixa a agressividade, mostrando alguns fatores que ajudam a gente as vezes a não sair do lugar.


8. Hey Baby (Vladya Mendes / Blastfemme)

Retrata uma noite quente. A métrica vocal remete àquele afobamento que a gente sente da chegada até os momentos mais explosivos de uma noite de sexo.

9. Puta Comigo (Vladya Mendes / Blastfemme)

Briga de casal. Quando se repetem os mesmos erros em uma relação, não que realmente alguém esteja errado, mas desencontrado um do outro, e, sim, rolam umas babaquices – às vezes a gente é idiota mesmo, faz estupidez. Ela é uma música mais punk, mas tem seu lado dançante também. Ao final a gente tenta concertar esses erros pedindo perdão, implorando até o vocal se perder e o instrumental fechar em catarse o drama. O perdão quem dá nesse caso é a plateia mesmo.

10. Tão Longe Daqui (Dani Vallejo / Blastfemme)

Fala de saudade. Sobre passar por cima de pessoas e sentimentos pra chegar num lugar que às vezes, nem sabemos se é nosso… E da vontade que dá de voltar – ou pra um lugar ou pra uma pessoa. Ela começa como um blues e vai ganhando peso no decorrer da música. Tem uma pegada que remete ao interior, lugares distantes do nosso imaginário, de filmes meio velho oeste, no nosso caso centro-oeste.